João 7:7

"O mundo não vos pode aborrecer, mas ele Me aborrece a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más."

João 10:11

"Eu sou o bom Pastor: o bom Pastor dá a Sua vida pelas ovelhas."

João 11:25

"Eu sou a Ressurreição e a Vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá"

Revelação 22:20

"Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Ámen. Ora vem, Senhor Jesus!"

sábado, 28 de janeiro de 2012

Coabitação: Resposta ao "Menino de Sua Mãe" (MSM)

MSM,
Respeito a tua posição, como respeito a de toda a gente.

No entanto, a minha posição sobre a matéria é diferente (o que é normal, ainda bem que há liberdade de opinião), e há alguns pontos em que não concordo, em absoluto, com o teu ponto de vista.

A primeira das minhas discordâncias é com uma frase que me arrepiou, por a achar errada e por achar que revela, ela sim, uma visão distorcida e de pouco respeito pela dignidade das pessoas: "Enquanto a mulher entra num união como preparação para o casamento, o homem regra geral vê isso como forma de ter sexo sempre à disposição."

É que nem vou dizer que nem todas as mulheres entram numa união como "preparação para o casamento".


As mulheres geralmente tem um aspecto muito interessante da sua psicologia. Como elas estão construídas de forma a gerarem harmonia na vida familiar, elas apelam de forma exagerada ao solipsimo. Essencialmente, elas pensam que as suas experiências pessoas podem ser extrapoladas para além da sua vida. Como viste em cima, a Filipa demonstrou isto mesmo ao apelar à sua vida particular como "evidência" de que a coabitação não é assim tão má para as mulheres.

Agora vejo que tu segues o mesmo solipsismo. Eu nunca disse que TODAS as mulheres entram na coabitação como forma de preparação para o casamento. Eu disse que em regra, as mulheres vêm a coabitação como algo de passagem até ao casamento.

Mas o que me choca é esta ideia de que "o homem vê isso como forma de ter sexo á disposição". Acredita: um homem que só quer sexo "à disposição" não se junta com ninguém, fica solteiro e faz a sua vida como quiser.

Há estudos comprovados onde se lê que os homens são 4 vezes mais susceptíveis de considerar o fácil acesso ao sexo como vantagem da coabitação.

Quando um homem decide viver com uma mulher, partilhar uma vida e uma casa e uma cama com uma mulher, fá-lo porque quer viver um dia-a-dia e um projecto em conjunto.

Dizes isso da tua experiência pessoal ou já falaste com todos os homens que alguma vez coabitaram? É que enquanto tu fazes alegações sem o mínimo suporte evidencial, eu fiz-voz uma declaração é uma das vantagens da coabitação.


Se pensar muito no assunto, compreendo que algumas pessoas, espartilhadas por uma moral estritamente católica-apostólica-romana e que para ter sexo sem cair em pecado tenham de se casar primeiro, achem que os que vivem em união de facto "são uns pecadores que só se juntam para fornicar como coelhos de manhã à noite". Pois estão errados. E de mais que uma maneira.

Falácia genética. O que tu PENSAS serem os motivos da minha resposta não são forma de resposta em si.

Mas logo no ponto 2 se diz que "a coabitação é instável", e que 1/6 das relações em que há coabitação duram menos de 3 anos. Mas isto não significa nada.

Significa que 1/6 dos coabitantes terminam ao fim de 3 anos.

Quanto duram os casamentos, se sabemos que houve em 2010 68.7 divórcios por cada 100 casamentos celebrados? Não deveríamos então pensar "ainda bem que não se casaram, senão iam apenas engrossar a estatística dos divórcios"?

Isso é mesma coisa que dizer "ainda bem que não beberam água enquanto estavam no deserto, e morreram de cede, porque assim evitaram serem potencialmente envenenados com qualquer tipo de água que possa existir la no deserto. Os casamentos falham não devido à natureza do que é um casamento, mas devido às pessoas em si. As coabitações têm mais probabilidades de falhar PRECISAMENTE devido a ser um arranjo onde o compromisso está ausente. Se as pessoas não querem manter um casamento, achas que vão manter uma coabitação?

O ponto 3 diz-nos que se divorciam 38% dos que coabitaram antes do casamento, e apenas 21% dos que o não fizeram. Mas é uma estatística falaciosa, porque não leva em linha de conta a propensão destes casais para aceitar o divórcio como instituição.

Só podemos levar em conta os dados que temos e não os dados que pensamos que podem (ou não existir), O que os dados demonstram é que os coabitantes divorciam-e mais que os casados. Porque será? Qual é a tua resposta a este facto?
O ponto 5 é outro "cum hoc, ergo propter hoc". O risco de doenças sexualmente transmissíveis é maior porque os casais vivem em união de facto? Absurdo.
Porque é que as DST são mais elevadas entre os coabitantes, "all things being equal" ? Qual é a justificação para isto?


O risco de doenças sexualmente transmissíveis é sim maior quando há comportamentos sexuais promíscuos. Isso sim. E talvez quem tenha esse tipo de comportamentos (porque já os tinha e não quer deixar de os ter) acabe por viver em coabitação com alguém e por não se casar.

Talvez . . .talvez . . . talvez. Não se pode determinar nada assim. Nós temos que nos cingir aos dados empíricos, e esses demonstram uma taxa mais elevada de DST entre os coabitantes.

Para mim é bastante fácil vêr o porque disto. A própria natureza da coabitação demonstra que há falta de compromisso, e como tal, não há motivos para fidelidade.

Isso justifica perfeitamente a estatística. Mas não significa que se decidir viver com alguém vá apanhar sífilis, nem que o acto do casamento diminua o risco de DST.

De acordo com os dados, há mais probabilidades de apanhar uma DST numa coabitação do que num casamento. Tal como disse em cima, isso é facilmente explicável pela própria natureza da coabitação.

O ponto 6 é uma mistura. O uso de drogas, dizem, também é maior nas uniões de facto. Pode ser é ao contrário, não é? Pode ser que quem faça do abuso de drogas e de álcool um modo de vida também acabe por se juntar em vez de se casar, não é?

Sim, pode, mas isso não invalida o que os dados dizem. Quem tem um estilo de vida precário prefere continuar com a precariedade e coabitar. Porque será?

Mas de qualquer forma, não nos podemos cingir ao que "pode ser"; temos que falar do que é. O que é, é que os coabitantes possuem maiores níveis de consumo de drogas.

O ponto 7 também é uma falácia interessante. Quem coabita tem 78% menos rendimento que quem casa? Ou quem tem menos rendimento e vive de uma forma mais precária acaba por viver também em relações precárias, de uma coabitação temporária que não é de todo aquilo de que estamos a falar?

Mais uma divagação nas possibilidades. O que se torna factual é que os coabitantes são, em média, de rendimento inferior aos casados.
O ponto 9 cita um estudo que diz que as "crianças sem pai" são mais propensas a tomar parte em actividades ilícitas. Acredito. Quer o pai ausente tenha sido casado com a mãe da criança ou quer tenha com ela vivido numa união de facto, ou nenhuma destas coisas...
A coabitação aumenta o número de crianças sem pai quando comparado com o casamento.


E o ponto 10 traz-nos uma estatística interessante sobre violência doméstica e uniões de facto. Mas tem uma base falaciosa, novamente. Convém lembrar que nos Estados Unidos, ao contrário da Europa, a união de facto ou a mera coabitação por períodos de tempo reduzidos é mais aceitável e usual e zonas de maior pobreza, de maior dificuldade de vida, onde há mais stress e mais drama.

Pois, o "stress" e o "drama" fazem com que os homens coabitantes espanquem a esposa. Faz "sentido".

Não, não faz. Repito, é a própria natureza da coabitação que coloca a mulher (e as crianças) nessa estado frágil.


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