1. Distingues Palavra de Deus de Tradição e confundes Palavra de Deus com a Bíblia (que é, mas não é só). Ora, a Palavra de Deus manifesta-se de duas formas: pela via oral (Tradição) e pela via escrita (Bíblia).
Isso é que tu tens que confirmar. Alegação não é facto consumado. O Único Livro que contém o que nós sabemos ser a Palavra Inerrante, Autêntica, Fidedigna do Verdadeiro Deus. Tradição só tem origens em Deus se estiver de acordo com a Bíblia.
2. A Bíblia Hebraica. O livro sagrado dos judeus não é a Bíblia, mas sim a Torá.
A Torah (ou "a Lei", como o Novo Testamento diz) pode ser usada como identificação para toda a Bíblia Hebraica, mas estritamente falando, Torah são os Primeiros 5 Livros da Bíblia.
Segundo, a Bíblia Cristã contém a Bíblia Hebraica, portanto é um erro enorme dizer que "Livro Sagrado dos Judeus" (e dos Apóstolos e de toda a igreja primitiva" não é a Bíblia.
Quando um Cristão usa o termo Bíblia, ele quer dizer todos os Livros que estão na Bíblia Cristã.
A Bíblia inclui o Novo Testamento. Diz aos judeus que o livro sagrado deles é a Bíblia e prepara-te para o que eles te vão dizer.
Eles costumam dizer "A Bíblia Hebraica" para gerar distinção entre isso a Bíblia Cristã.
3. A Bíblia surgiu no século IV. Ponto.
O cánon foi estabelecido por essa altura, mas os Livros que hoje compõem a Bíblia Hebraica existem desde o tempo do Santo Profeta Moisés e desde o primeiro século. Já agora, tu também cais no erro de muitos "estudiosos" protestantes e dizer que não foi Moisés quem escreveu o Pentateuco?
Estar constantemente a dizer que os livros já existiam e essas coisas todas é atirar areia para os olhos das pessoas.
Não não é. Tu queres dar origens humanas à Bíblia quando a mesma estava escrita há mais de 200 anos antes do cánon estar estabelecido. Lembra-te duma coisa importante: estabelecer ou determinar quais os Livros que genuinamente tinham origens Divinas (em detrimento do lixo gnóstico) não é "escrever a Bíblia".
É claro que existiam, juntamente com os gnósticos. E depois?
E depois que os canónicos são Inspirados e os outros não. Sabias que havia "evangelhos" que foram rejeitados por haver neles contradições com a Bíblia Hebraica? O que tu pensas sobre a Bíblia hebraica não é o que os Católicos do século 2/3 e 4 pensavam. Tu tens uma visão da Bíblia mais de acordo com os liberais protestantes do século 19 do que com os Católicos da História do Cristianismo.
A Bíblia mesmo só existiu depois de ter sido canonizada e só com o advento do protestantismo é que ele passou a ser usada e abusada.
O cánon só existiu depois de, obviamente, ter sido gerado. Mas recolher uma colecção de Livros JÁ EXISTENTES num único conjunto não significa que os Livros começaram a existir aí.
Nem acredito que tenho que esclarecer este ponto.
Como tu fazes. É a tendência gnóstica recuperada sob a capa do Cristianismo.
Pelo contrário; os gnósticos faziam e fazem exactamente o que tu fazes: diminuir a Autoridade da Bíblia e gerar outras linhas de Autoridade. Para ti, a Bíblia tem que ser "ajudada" pela tradição. Repara bem na blasfémia do que fazes: Deus precisa da ajuda humana para comunicar e preservar a Sua Palavra.
Aquele que criou o Universo não é suficientemente Capaz de Se expressar sem a ajuda humana.
Voltando aos gnósticos: porque é que achas que existiam os "evangelhos" de Judas, os "evangelhos" de seja lá que foi ou outra porra qualquer? Porque a Palavra de Deus tal como revelada não lhes interessava, e como tal, eles criaram os seus "evangelhos" coo forma de dizer que as suas prácticas pagãs tinham o "apoio" do Senhor, mas não pela via apostólica.
Mas os Santos Apóstolos refutaram esses ignorantes Biblicamente e sem misericórdia nenhuma. Os Apóstolos apontaram para a Palavra de Deus que já existia na altura mantiveram a Genuíca fé Cristã.
O que tu fazes, ao abrires outra linha de autoridade com a tradição é exactamente o que eles fizeram quando abriram outra linha de autoridade com os pseudo-evangelhos. Eles não gostavam do que havia sido revelado, e como tal criavam outras "tradições". Tu aparentemente não gostas ou não concordas a 100% com o que foi revelado, e como tal, apontas para a tradição como "ajuda" ou "complemento" da Palavra de Deus.
Tal como já disse, repara no que o Senhor Jesus disse aos Judeus em Marcos 7 sobre as tradições que contradizem a Palavra de Deus, ou assumem para si igual ou maior autoridade que a Palavra de Deus.
4. Tu não percebes as minhas ironias. Assim não vale a pena. Tu jamais hás-de perceber que a Bíblia é que tem que estar ao serviço de Deus e da Igreja que é acompanhada pela Tradição.
Nunca. É a Igreja é que tem que se sujeitar à Bíblia porque a Bíblia é a Palavra de Deus. Não é Deus que tem que se sujeitar aos nossos caprichos e devaneios tradicionais. Era só o que faltava.
Para ti tudo é o inverso: tudo tem que se submeter à autoridade da Bíblia, daí o nome desse teu blogue chamar-se precisamente "supremacia da Bíblia".
Exactamente. Somos nós que nos temos que submeter a Deus e não Deus que tem que se Submeter a nós. Somos nós que temos que nos moldar à Imagem de Deus e não o contrário. São as tradições que tem que se submeter ao escrutínio da Bíblia e não o contrário. Por isso mesmo é que o Blogue refutação a crenças anti-Bíblicas se chama "Supremacia da Bíblia".
5. Vai batendo na mesma tecla. Se já te consideras salvo, então é porque já podes morrer já, sem fazer mais nada porque a graça de Cristo já te salvou e tens essa capa que te protege.
"Já estou salvo" não quer dizer "posso morrer já". Onde é que viste mais esse erro?
A presunção da salvação é um atentado contra o Espírito Santo.
Então o Apóstolo Paul fez um "atentado contra o Espírito Santo" quando disse em 2 Timóteo 4:6-8:
- Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas, também, a todos os que amarem a sua vinda.
Vês os problemas que a tua falta de aliança com a Palavra de Deus te gera? Vês como ter outra autoridade que não seja a Bíblia faz com que tu contradigas própria Fé que tu dizes subscrever? Vês agora como eu deixei de colocar outra autoridade acima da Bíblia?
Não é ser um idólatra da Bíblia, mas sim ser alguém que se apercebe dum princípio Cristão simples: Deus sabe o que diz. Ponto final.
Não há qualquer tipo de evidência de evolução. Além disso, o que tu dizes contradiz a tradição que tu dizes seguir:
- Genesis contains real history—it gives an account of things that really happened. (Pius XII)
Polygenism (many “first parents”) contradicts Scripture and Tradition and is condemned. (Pius XII; 1994, Catechism, 360, footnote 226: Tobit 8:6—the “one ancestor” referred to in this Catechism could only be Adam.)
The “beginning” of the world included the creation of all things, the creation of Adam and Eve and the Fall (Jesus Christ [Mark 10:6]; Pope Innocent III; Blessed Pope Pius IX, Ineffabilis Deus)
-
The body of Eve was specially created from a portion of Adam’s body (Leo XIII). She could not have originated via evolution.
Acredito na ciência. Isso é apostasia? Deve ser chato pensar assim como tu.
"Ciência" não significa "evolução". Eu acredito na ciência, tal como o acreditavam os criacionistas Gregory Mndel, o Católico Louis Pasteur e muitos outros homens de Deus que não punham outras autoridades acima da Bíblia.
7. Génesis não foi escrito de forma simbólica? Queres ver que quem o escreveu foste tu?
Lê este texto.
Existem imensos estudiosos da Bíblia que afirmam que a interpretação criacionista é a que melhor leva em conta o contexto. Por exemplo, temos as palavras de professores de hebraico que confirmam a interpretação criacionista do Livro de Génesis:
‘… probably, so far as I know, there is no professor of Hebrew or Old Testament at any world-class university who does not believe that the writer(s) of Genesis 1–11 intended to convey to their readers the ideas that:
Por outras palavras, levando em conta a gramática, a lógica interna e o contexto, a interpretação criacionista é a que está de acordo com o Texto Sagrado. Deus quis fazer passar a Mensagem de que a Criação durou seis dias normais e não os mitológicos "milhões de anos" que os pagãos anti-Cristãos ensinam.
Creation took place in a series of six days which were the same as the days of 24 hours we now experience The figures contained in the Genesis genealogies provided by simple addition a chronology from the beginning of the world up to later stages in the biblical story Noah’s flood was understood to be world-wide and extinguish all human and animal life except for those in the ark.’
James Barr, Oriel Professor of the interpretation of the Holy Scripture, Oxford University, England, in a letter to David C.C. Watson, 23 April 1984.
Oh, e a tradição confirma isso:
- All the Fathers who wrote on the subject believed that the Creation days were no longer than 24-hour-days. (Consensus of the Fathers of the Church)
-
The work of Creation was finished by the close of Day Six, and nothing completely new has since been created—except for each human rational soul at conception (Vatican Council I)
Mais uma vez vemos que estás em contradição com a Palavra de Deus, com a ciência, com a Igreja e com a tradição.
Ninguém disse que a Bíblia não tem simbologia. Tu é que dizes que Génesis é simbologia, portanto, tu é que dizer o porquê da tua interpretação liberal protestante contradiz a História do Cristianismo, a Bíblia, a tradição e a ciência linguística.
9. Estão na Bíblia as "incongruências". Não vás pelo que diz o outro homenzinho do site que as "incongruências" não deixam de constar nos Evangelhos. Apostasia? Ui! Respostas? Dá-mas. Não andes com rodeios. O post fica grande? Que fique, ora que porra.
Muito bem. Em relação ao galo:
But what it runs down to, in terms of weight of evidence, is that 14:30 and 14:72 are likely to have been part of Mark originally, whereas the key verse in 14:68 ("and the cock crew") is not, and was likely added to make the fulfillment of Jesus' prediction more exact.
That said, what of the fact that the other gospels do not say "twice"?
Strictly speaking, there is no contradiction in action, since of course if Peter denied before the cock crowed once, he also did it before the cock crowed twice. In that light, I would suggest that Mark offers the original verbiage of the prediction (as might be expected, if Mark is recording from Peter), while the other gospels contain a modified and simplified oral tradition that follows the usual oral-tradition pattern.
Bear in mind that within this context, this is not considered "contradiction" or "error" -- no ancient reader would have thought this. Compromises in narrative presentation were often necessary to make a text more memorable for a population that was 90% illiterate. Intentional, structured changes for a purpose are not, under such a semantic contract, an error.
Keener's Matthew commentary [635] adds a salient point: A cock's crowing lasted as long as five minutes and occurred at all hours; as Cicero wrote: "Is there any time, night or day, that cocks do not crow?" The "second" cockcrowing was usually associated with the dawn."
Ou seja, não há problemática nenhuma.
Em relação à figueira:
The problem of an alleged “contradiction” between Matthew and Mark, in this particular situation, lies in the fact that the Bible critic does not understand the perspective from which each of the Gospel writers approached the incidents.The sequence of events on that Monday and Tuesday of the Lord’s “Passion Week,” before his crucifixion on Friday, was as follows.
(1) On Monday morning (following the Triumphal Entry on Sunday), Jesus and his disciples made their way from Bethany, east of Jerusalem (where they had spent the night), back toward Jerusalem. Along the way, the Lord saw a leafed-out fig tree that was barren of any fruit. In Palestine fig trees ordinarily bore the fruit first, then they subsequently leafed out. The oddity of this tree afforded Jesus the opportunity to teach a lesson that was applicable to the Jewish nation. The nation feigned spiritual piety, but there was no “fruit” demonstrating such. In fact, many of the Jews were poised to crucify their own Messiah before the week was over. [We have discussed this episode elsewhere. See: "Why Did Jesus “Curse” the Fig Tree?". For the present, we are concerned only with the chronological sequence of the events. It is this issue that has been questioned by skeptical critics.]
Observing this fruitless tree, Jesus pronounced a “curse” (i.e., a withering judgment) upon the tree as a symbolic preview of that punishment which ultimately would befall the Hebrew nation (A.D. 70). Immediately the fig tree began to wither away.
The Lord and his disciples then proceeded on to the capital city. They entered the temple compound, and Christ observed the moneychangers plying their wares. With righteous indignation he cast them out from the sacred area, charging them with defaming the house of God. Finally, the Savior and his men returned to Bethany to spend the night there.
(2) On Tuesday morning, the little band again made their way toward Jerusalem. It was at this point, according to Mark’s record, that the disciples noticed the withered fig tree. They marveled about the matter and Christ used the occasion to encourage them to strengthen their faith.
The “Problem”
This is where the so-called “problem” occurs – with reference to Matthew’s Gospel. It is alleged that the apostle places the “cursing” of the tree, and the disciples exchange with the Lord about this incident, on the same day, and following the cleansing of the temple, thus creating a conflict with Mark. But does he?
Competent scholars have long recognized that some accounts in the Scriptures are topically arranged at various points, rather than conforming to a strict chronological sequence. For example, Genesis 1 is a chronological arrangement of the events of the first six days of the creation week. Genesis 2 also deals with the creation events, but the record is topically arranged, with a major emphasis on mankind. There is no conflict; there is merely a different purpose in the narratives.
Many writers have noted that some portions of Matthew’s Gospel are arranged topically, rather than chronologically. D.E. Hiebert observes: “The contents of Matthew, while revealing careful arrangement, are not readily arranged in a systematic outline. The arrangement of the material is largely topical and the central portion of the gospel revolves around five discourses by Jesus” (p. 67). Thiessen provides the following breakdown. “The first four chapters of Matthew are chronological; chs. 5-13 are topical; and chs. 14-28 are again chronological, with the exception of 21:18, 19” (p. 138). Of course Matthew 21:18-19 is the very text that is questioned, chronologically speaking, by the critics.
First observe that Matthew does not say that the “cursing” of the fig tree was on the day following the cleansing of the temple. He simply says that it was “in the morning as he returned to the city” (21:18). Mark’s account makes it clear that the “morning” was Monday morning, following his visit on Sunday. Second, Matthew, for convenience sake, combines the “cursing of the tree” and the subsequent “discussion with the disciples,” without affirming that these events occurred on the same day. One must not read specificity into an account when it is not there.
William Hendricksen has a very succinct discussion of the matter. In his commentary on Matthew, he writes:
“That the Gospel writers were not mere copyists but independent authors, each using his own method, appears very clearly in the present instance [21:18-22]. Since part of the Fig Tree story occurred on Monday and part on Tuesday (Mark 11:11,12,19,20), with the cleansing of the temple taking place (on Monday) between these two parts, it is clear that this story could be handled in two ways: (a) chronologically or; (b) topically. Mark follows the first method, describing the first part of the Fig Tree story, the part that took place on Monday morning, in 11:12-14; then, the cleansing of the temple, later that same day, in 11:15-19; and finally, the second part of the Fig Tree story, the part that happened on Tuesday morning, in 11:20-24. Matthew, on the other hand, uses the second method. He wishes to tell the entire story all at once, in one connected and uninterrupted account. In doing this he does not come into real conflict with Mark, for his (Matthew’s) time indications are very indefinite” (p. 773).
D.A. Carson comments similarly: “If the Triumphal Entry was on Sunday, then, according to Mark, the cursing of the fig tree was on Monday; and the disciples’ surprise at the tree’s quick withering, along with Jesus’ words about faith, were on Tuesday. Matthew has simply put the two parts together in a typical topical arrangement” (p. 444). See also R.C.H. Lenski (p. 811).
There is one final circumstance that deserves comment. Some have wondered why the disciples did not notice the withered tree as they departed Jerusalem on Monday afternoon, in returning to Bethany. Mark’s Gospel makes it clear that they did not observe that detail until Tuesday morning. R.C. Foster has clarified the matter. When the Jews traveled eastward, from Jerusalem to Bethany, they took a more winding route, facilitating an easier climb around the Mount of Olives. The westerly route, from Bethany to Jerusalem, however, was a steeper (downhill) and quicker passage. And so the return to Bethany on Monday evening almost certainly was by a different road (Foster, p. 1104).
Mais uma vez, a Bíblia está certa. Não há contradição nenhuma.
10. Ah, pois, esqueci-me que os peixes não podiam ir para a arca. Peço desculpa. Tal como os cegos não podem ler a Palavra de Deus. Demagogo? A verdade é assim.
- De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. - Romanos 10:17
11. Ah, sim, os irmãos que afinal podem não ser como podem ser... Então sejamos directos: está escrito na Bíblia que Nossa Senhora teve outros filhos? Prova. Nada de achismos. O que não está na Bíblia não vale, não é mesmo?
- Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? - Mateus 13:55-56
- "E não vi nenhum outro dos apóstolos, senão Tiago, irmão do Senhor." Gálatas 1:19»
Faz uma pesquisa no Livro de Jeremias e vê quem é que tinha o titulo de "rainha dos céus" por lá. Vais ficar chocado.
12. "Confusão de substâncias" é sinónimo de "união de substâncias"? Foi por causa do exemplo das cores que eu dei? Enfim...
Neste contexto, confusão das substancias significa união de naturezas. Ou seja, a Igreja há muito que refutou o que tu estás agora a dizer.
13. Não és tu que dizes baseado na Bíblia que também tens o Espírito Santo em ti como o João Baptista? Se não és como Cristo, no limite és como o primo dEle.
Eu nunca disse que eu tinha o Espírito Santo em mim como o João Baptista. Onde é que eu disse isso? Para já, nunca poderia ser exactamente igual uma vez que comigo foi o resultado da salvação enquanto que nele foi algo que proveio ANTES de ter nascido.
14. Será que ninguém gera o divino? Cristo é a eterna geração do Verbo em Deus que encarnou...
Eterna e não criada. Gerado de Deus e não dos homens. Ou seja, sempre existiu. Desde logo, nunca poderia ter mãe.
15. Diz-me uma só razão para aceitar a Bíblia que um muçulmano não poderia usar para considerar o Alcorão inspirado por Deus?
A Bíblia está certa enquanto que o Alcorão não.
16. Diz-me porque é que tu aceitas a Bíblia como algo supremo e com que autoridade tu o fazes.
Com que autoridade eu decidi colocar a Palavra de Deus acima da palavra dos homens? Ora, com a "autoridade" de quem sabe que Deus é Perfeito enquanto que os humanos não são.
17. Diz-me porque é que a Bíblia teria precisado de quase 1600 anos para ser entendida correctamente se ela é teoricamente algo que qualquer um pode entender.
Mas a Bíblia já era entendida perfeitamente antes de Lutero. O que se passou foi que, a dada altura, os homens começaram a por as tradições humanas acima da Palavra de Deus. Foi isso que motivou o Lutero.
Convém ressalvar que não foi só o Lutero que desejou um regresso à autoridade da Bíblia. Antes dele muitos outros amantes da Palavra de Deus foram mortos por seguidores de tradições (William Tyndale, Jon Huss). Muitos deles eram apenas Católicos desiludidos com a forma como as tradições e o papado estavam a estrangular a Verdadeira Fé Católica.
18. Diz-me como é que alguém pode saber se percebeu a Bíblia correctamente.
Da mesma forma que nós podemos saber que entendemos qualquer outro livro correctamente.
19. Prova-me usando apenas a Bíblia que ela é aquilo que consideras que ela seja (isto é, a única fonte da Verdade Revelada, composta pelos livros que tu aceitas, todos eles e só eles).
http://darwinismo.wordpress.com/2009/10/11/como-podemos-saber-que-a-biblia-e-a-palavra-de-deus/
Isso é um texto que escrevi/traduzi há mais de 3/4 anos, mas continua actual.
Claro que todos nós sabemos que a Bíblia é a Palavra de Deus,
Será que todos sabemos disso? Será que todos aceitamos que Deus é Quem fala na Bíblia?
mas tenta provar-me que ela é a única fonte de Palavra de Deus, composta pelos livros que tu aceitas, todos eles e só eles (podem ser os 66 da Bíblia protestante mesmo).
Vê o link dado em cima.
21. Protestante que é protestante, ainda que não saído do armário, é naturalmente gnóstico. Não gostas que te chame gnóstico, problema teu. Também não gostei que me acusasses de não ter Fé ou que não veneres Nossa Senhora. Temos pena.
A nossa fé é manifesta pelas nossa obras. Se uma pessoa diz que "tem fé" mas que duvida do que Deus diz, então é perfeitamente normal nós questionarmos se essa fé é genuína.
22. Eu, que não sei se estou ou não salvo, não tenho a presunção de querer que alguém me siga - onde tiraste isso? Não sou divino, ao contrário do que pensa um gnóstico.
Então tu não podes obedecer a Mateus 28:19:
- "Portanto, ide, ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo"
Tu não podes ir e ensinar os outros (e, por implicação, querer que eles sigam o teu exemplo Cristão) porque nem tu mesmo sabes para onde caminhas. Ou seja, tu chegaste a um ponto da tua vida Cristã em que para seres coerente tens que desobedecer a Bíblia.
Isso são as consequências de se colocar outras autoridades ao mesmo nível da Bíblia.
Se tu tomasses a Bíblia como Suprema Autoridade, não terias problemas em ver que 1) se estás salvo, então caminhas para o céu, e 2) como sabes que estás no caminho certo, então tens a obrigação de apelar aos outros para seguir o Mesmo Cristo que tu seguirias se estivesses salvo.
Impressionante. O mesmo tipo de louvor dirigido ao Deus Incarnado e a um ser humano (que nunca pediu este tipo de louvor). E depois ainda te admiras quando eu te digo que aquilo que tu me acusas de fazer em relação à Bíblia, tu fazes em relação a Maria.
Isso é idolatria pura e simples. Devoção dessa dimensão só para o Deus Triuno e nunca para seres humanos.
Mas tu é que sabes o que fazes com o teu destino eterno.

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